Joaquim Campos Silva, conhecido apenas por Joaquim Campos era filho de
Joaquim Maria da Silva e de Maria Campos, tendo nascido em Lisboa em
1911.
Aos 12 anos, vivia em Alfama tendo começado a cantar o fado junto
da família e dos amigos.
Aos completar os 16 anos, Joaquim Campos emprega-se como funcionário da
secretaria da Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses.
Juntamente com Alberto Costa foi um dos fundadores do Grémio Artístico
Amigos do Fado.
Joaquim Campos fez a sua estreia na “Cervajaria Boémia” no ano de 1927.
Também em 1927 a “Guitarra de Portugal” noticiava: “Cantou numa festa
humanitária realizada a 27 de Setembro de 1927 (Domingo) no recinto da
verbena do Orfanato Ferroviário da CP, em favor de "um pobre proletário a
quem as vicissitudes da vida atiraram para a desgraça deixando sem
amparo uma numerosa prole".
Em Dezembro de 1933 vivia com a cantadeira Rosa Maria.
Participou numa audição de fados no Forte de Monsanto, no dia de Outubro
de 1934, «1ª festa que da grande série que este jornal está empenhado
em realizar em estabelecimentos prisionais e hospitalares»,
conjuntamente com Maria Carmen, Rosa Maria, Júlio Proença, Joaquim
Seabra, Júlio Correia e António Sobral (cf. Guitarra de Portugal de 14
de Novembro de 1934)
Joaquim Campos tomou parte da festa de homenagem aos tocadores Júlio
Correia (guitarra) e António Sobral (viola) no dia 4 de Novembro de 1934
levada a cabo por um grupo de sócios do Grémio Recreativo Amadores do
Fado. (cf. “Guitarra de Portugal” de 14 de Novembro de 1934).
Foi também possível vê-lo cantar em festas de beneficência, em retiros e
esperas de touros. Participou, juntamente com Maria do Carmo, Alberto
Costa, Júlio Proença e Raul Seia, numa digressão por todo o Algarve, com
grande êxito. A sua projecção e sucesso levam-no ao Coliseu dos
Recreios, ao Eden-Teatro, Maria Vitória, Apolo e aos ambientes da época:
“Solar da Alegria”, “Retiro da Severa”, no “Café Luso” e “Café
Mondego”.
Considerado na época como uma das melhores vozes de fado, Joaquim Campos
foi também compositor, com registo para os seguintes temas: “Fado
Vitória”, “Fado Tango”, “Fado Rosita”, entre outros.
É de sua autoria a música do fado Povo que Lavas no Rio, com letra de
Pedro Homem de Mello, celebrizado por Amália Rodrigues.
Faleceu em 1981.
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