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Maria Alice - A voz do povo

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A nova série dos ARQUIVOS DO FADO segue com um disco dedicado a Maria Alice, com os primeiros fados por ela gravados, nos estúdios da Valentim de Carvalho.

Dos vinte fados apresentados, em gravações originais da editora Brunswick, os primeiros dezanove referem, em cada disco original, como local e data de gravação: Lisboa, 1929. O último fado aqui apresentado, A Azenha, foi, no entanto, gravado dois anos mais tarde, em Lisboa em 1931.
Maria Alice, que viria a casar com o próprio Valentim de Carvalho, foi uma das vozes mais gravadas nesta fase inicial da gravação comercial em Portugal.

As Primeiras Gravações de Maria Alice, nome artístico adoptado pela jovem Gloria Mendes Leal de Carvalho, agora reproduzidas apresentam a data de 1929. Tinha então a fadista vinte e cinco anos. António de Oliveira Salazar era ainda apenas Ministro das Finanças, no governo liderado então por Artur Ivens Ferraz. O Partido Comunista entrava na clandestinidade e era dada permissão de entrada em Portugal às ordens religiosas anteriormente expulsas. Lançavam-se as bases da União Nacional que viria a ser o partido único, e Salazar declarava em discurso a apetência pela ditadura administrativa e pela revolução política. Movimentos revolucionários levavam ao encerramento do Partido Republicano Português e do seu jornal; ondas de prisões e deportações assolavam o país. Maria Alice canta o papel desfavorecido da mulher na sociedade da época. O amor não correspondido, a desgraça da vida e o papel da mulher associada ao fado representam a temática dominante em onze dos vinte fados apresentados.

Os restantes fados apresentam temas literários diversos ainda que por vezes refiram ainda a falta de correspondência amorosa. Na faixa nove, por exemplo, o fado O Louco canta o homem que chora o amor negado. Uma vez mais, como no primeiro disco desta série, se verifica o contacto cultural entre as tradições lisboeta e coimbrã do fado. Na faixa quinze, Voz de Portugal, em atitude de propaganda, compara-se o fado do Mondego, cantado por noite fora, ao da Severa e da Mouraria. À atitude de picardia e superioridade lisboeta momentânea sobrepõe-se, no entanto, o sentimento nacional que conclui sobre a beleza dos fados como revelação da Voz de Portugal. O nacionalismo de reverberação romântica deste fado encontra eco nas temáticas de outros, como por exemplo o Fado Alexandrino na faixa sete que canta o nascimento do fado em Portugal. De resto o imaginário romântico caracterizado pelo amor não correspondido, pelas agruras da vida, pela exaltação da nação, da miséria e da tristeza da vida, assim como a valorização do canto e da música e ainda da paisagem rural, está bem representado nesta selecção de fados históricos agora apresentada.


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