| Como tudo começou... |
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| Amália Rodrigues - Julho 09, 2009 | |
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Aos 4 anos já Amália encantava as vizinhas que lhe pediam sempre mais cantigas. Como ela própria dissera «já ganhava a vida a cantar!». Depois pelos 12 anos cantava os tangos do Carlos Gardel que ia ouvindo nas fitas. Em 1934, a família sai novamente da província, instalando-se em Lisboa. Amália passa a viver com os pais e os irmãos. No cais da Rocha vende fruta com a mãe, Lucinda Rebordão, e a irmã Celeste. É então notada pela sua voz e com apenas 16 anos sai como solista na marcha de Alcântara.
Uns anos mais tarde, o seu irmão Filipe leva-a às escondidas à academia de Santo Amaro em Alcântara, para participar no concurso de Primavera no qual era escolhida a melhor fadista. Quando acaba de cantar é aplaudida pelas famílias de todas as outras concorrentes, coisa que não acontecera com mais nenhuma. Daí que as outras não gostaram nada e ameaçaram abandonar o concurso se ela ficasse. O guitarrista que a acompanha diz-lhe que a voz dela destoa. Vai-se embora triste, mas Filipe Pinto, que assistira a tudo vai ter consigo e pede-lhe que volte uns dias mais tarde. É então acompanhada pelo mestre da guitarra Armandinho, que a meio do fado pára de tocar e diz: «Mas que linda voz!». Assim fora descoberta a rapariga tímida e humilde que se tornou na maior voz portuguesa de todos os tempos. O êxito no Retiro da Severa faz com que todas as casas de Fado a queiram contratar. Amália atinge uma popularidade sem precedentes. Ercília Costa, Berta Cardoso, Hermínia Silva e Alfredo Marceneiro eram os ídolos máximos do Fado, mas com a aparição de Amália tudo se iria modificar.
Catarina Rocha
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