| Cristina Nóbrega ao vivo em Palmela |
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| Eventos - Setembro 24, 2009 | |
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Jardins Castelo Palmela - Palmela - 19/09/09 Muito diferente se apresentou a fadista, desde os inícios da sua carreira, que apesar de curta, ostenta já o prémio Amalia Rodrigues Revelação atribuido este ano. O seu progresso é notável, muito mais segura, muito mais valente, muito mais fadista. Cantou temas do seu repertório acompanhada pela guitarra de Luis Ribeiro, a viola de Jaime Martins e o baixo de Joel Pina. Brilharam com luz própria entre outros, “Fria Claridade”, “Com que voz”, “Povo que lavas no rio” assim como "Barco Negro" que foi acompanhado pelo "cajon" de Luis Pedro numa adaptação muito bem conseguida. A elegância pessoal de Cristina Nóbrega transmite-se no seu fado. Em cada quadra e em cada palavra transmite a sua maneira de sentir o fado, em estilo doce melancólico, sentimental, sem por isso renunciar a toda a energia e força dos seus sentimentos. Sentimentos expressos por uma mulher hoje serena e antes menina. Sua voz bem modulada, repleta de matizes e bem educada compõem o resto, num perfeito contraste de tons pessoais diferentes entre si. Vestida com um precioso "desenho" da autoria da jovem Inês de Oliveira, o cenário do seu espectáculo é perfeito e requintado, impecável, enfeitado com uma exposição de diapositivos sobre a Lisboa de Ricardo Reis. Depois, Cristina é como a própria cidade de Lisboa, uma mulher com classe, bonita e diferente de qualquer outra. Longe fica já a Cristina de outrora. Depois deste curto ano há uma nova fadista, ainda maior e mais expressiva, cheia de carácter. Uma fadista que não faz lembrar ninguém, mas que dificilmente se esquecerá. Vale a pena ouvi-la.
Texto e foto: Javier Gonzalez
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