Amália na Broadway, o fado em Nova Iorque versão para impressão enviar por e-mail
Curiosidades - 01.11.2008
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A fadista estreou-se num palco nova-iorquino em 1952. A partir de então foi frequente visita para o público norte-americano.

 

E chegou mesmo a gravar um álbum com um músico de jazz e um outro, de versões de 'standards' da Broadway

Amália Rodrigues teve presença regular em palcos norte- -americanos desde os anos 50

Quando Amália Rodrigues subiu, pela primeira vez, a um palco nova-iorquino era já uma estrela com estatuto internacional. Por essa altura tinha actuado em Madrid (onde fez a sua estreia internacional em 1943), no Rio de Janeiro, em Londres, em Paris, em Dublim. Já havia passado por palcos em África, de Angola e Moçambique ao então Congo Belga.

 

Em Setembro de 1952 a sua estreia em Nova Iorque fez- -se no palco do La Vie en Rose, onde ficou 14 semanas em cartaz.

No ano seguinte a estreia na televi- são norte-americana acontece no programa de Eddie Fischer, na NBC. Pouco depois, já em 1954, Hollywood escuta-a pela primeira vez, no Mocambo.

 

Amália Rodrigues semeou assim, em diversas viagens aos Estados Unidos, uma relação profunda com o público, os palcos e mesmo a indústria do disco norte-americana. Não foi por acaso que, apesar de ter uma carreira discográfica encetada nos anos 40 (ainda em discos de 78 rotações), foi nos EUA que editou o seu primeiro LP.

 

Amalia Rodrigues Sings Fado From Portugal and Flamenco From Spain, lançado em 1954 pela Angel Records, assinala a sua estreia no formato do long-play, a 33 rotações, criado apenas seis anos antes e, na época, ainda longe de conhecer a expressão de mercado que depois viria a conquistar.O álbum, que seria editado em 1957 em Inglaterra e, um ano depois, em França, nunca teve prensagem portuguesa.

 

Ao longo da sua carreira, Amália regressou por diversas vezes aos Estados Unidos, frequentemente acolhida em triunfo. Em 1966 apresentou-se no Lincoln Center, em Nova Iorque, com o maestro Andre Kostelanetz frente a uma orquestra, num programa essencialmente feito de canções do folclore português numa das noites e num outro, feito de fados (também com orquestra), na seguinte.

 

Amália trabalhou o espectáculo directamente com o maestro, na casa deste, em Nova Iorque. Ele ao piano, ela cantando, juntos encontrando o registo a levar ao palco. O mesmo espectáculo foi encenado, dias depois, no Hollywood Bowl. Estes concertos estão na base de três EP's, de folclore acompanhado por uma orquestra, que Amália edita simultaneamente, em Abril de 1967. A parceria com o maestro foi tão bem acolhida pelo público, crítica e pela própria Amália, que nova actuação, no mesmo Lincoln Center, aconteceu em 1968.

 

A relação com a América acabaria por marcar depois presença na própria música de Amália. Primeiro, numa colaboração com o saxofonista Don Byas no álbum Encontro - Amália e Don Byas (1974) e, mais tarde num disco de versões de clássicos populares da Broadway, Amália na Broadway (editado em 1984 usando gravações registadas em 1965 e nunca até então reveladas publicamente).
Nuno Galopim
 




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