| Amália Rodrigues será nome de uma praça |
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| Notícias - Dezembro 03, 2009 | |
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O espaço a Norte e a Sul da gare marítima de Alcântara, a desafectar da actividade portuária, será baptizado com o nome de Amália Rodrigues, se vingar a proposta que o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, irá apresentar à Comissão de Toponímia do município.
O facto, anunciado hoje à tarde, foi a única novidade de uma sessão de câmara quase exclusivamente dedicada à posição da autarquia face ao futuro do terminal de contentores de Alcântara.
O Parlamento tem em mãos a decisão sobre uma eventual reversão do negócio, acordado no ano passado. A Liscont viu prolongada a sua concessão, que terminava em 2015, até 2042, sem que tenha havido qualquer concurso. Como se esperava, em função da discussão havida na semana anterior, a autarquia da capital aprovou dois protocolos - um com a Administração do Porto de Lisboa (APL), outro com a concessionária - em que se "compatibiliza o desenvolvimento da actividade portuária com o alargamento da zona de fruição pública", segundo explicou Costa.
É assim que surge uma grande praça, entre a a Avenida de Brasília e a linha de água fronteira à gare, que será gerida pelo município. É a esse espaço que Costa quer dar o nome da fadista, desaparecida há uma década. "Estamos a falar de um local onde Amália viveu, cresceu e começou a trabalhar", disse o autarca. "Com excepção de um jardim, não há qualquer artéria da cidade que tenha o nome de Amália Rodrigues", acrescentou o presidente.
Além dos protocolos, foi votada uma moção do CDS sobre a questão dos contentores. Quase todos os pontos foram chumbados. No final, apenas passaram dois (um deles com redacção alternativa proposta pelo PSD): a autarquia pede ao Parlamento e ao Governo que revoguem o diploma que permite a prorrogação do contrato; e qualquer nova concessão seja decidida mediante concurso público.
Expresso
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