| Alfredo Marceneiro - Quadras Soltas (2008) |
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| Edições - 02.02.2010 | ||||||
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Alfredo Marceneiro tinha uma sensibilidade muito especial para escolher
os fados que cantava e, a partir de certa altura, eram os poetas que o
assediavam para que interpretasse os seus poemas.
Marceneiro de profissão sempre teve uma especial predilecção pelo canto e representação, gosto que herdara de sua mãe. A sua voz fora já notada em algumas cegadas carnavalescas, típicas do início do século XX, em que participara. Nesse tempo os bailes abriam-se a todos aqueles que tivessem habilidade e gosto para cantar e a voz de Marceneiro começou aí a destacar-se, embora ele próprio não considerasse ter uma grande voz. Ao contrário dos fadistas de carreira, que se podiam dar ao luxo de encomendar letras especificamente para o seu repertório, estes amadores interpretavam versos que eram publicadas nas muitas revistas de fado existentes, dirigidas por nomes célebres como o cantor Carlos Harrington ou o letrista Linhares Barbosa. A Ovação reedita agora, na sua série «Colecção Fado», um dos seus discos mais marcantes «Quadras Soltas», álbum em que se pode escutar o imenso virtuosismo vocal de Alfredo Marceneiro em fados como «O Pagem»; «Rainha Santa»; «Sinas»; «Cabaré»; «Remorso» ou «Quadras Soltas». Disco de audição obrigatória, revela-se também um documento musical de inegável valor histórico para o fado em particular, para a música nacional em geral.
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