Exposição sobre a fadista recebeu mais de 105 mil visitantes versão para impressão enviar por e-mail
Notícias - 02.02.2010
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Mais de 105 mil pessoas visitaram a exposição "Amália, Coração Independente", inaugurada há quatro meses no Museu da Electricidade e no Museu Colecção Berardo, ambos em Belém, sobre a vida e obra da fadista falecida há dez anos. 


De acordo com fontes das duas entidades, o Museu Colecção Berardo registou 79.699 visitantes, e o Museu da Electricidade 25.884, num total de 105.583 entradas entre 6 de Outubro, data da abertura ao público e o encerramento, respectivamente a 1 de Fevereiro e a 31 de Janeiro.

 

A mostra reuniu centenas de peças, entre objectos pessoais, recortes de jornais, fotografias, e obras de artistas plásticos contemporâneos inspiradas na fadista.

Em declarações à agência Lusa, o director do Museu Berardo e coordenador da exposição, Jean-François Chougnet, indicou que a afluência de público foi constante ao longo dos vários meses, e até «muito forte» nos últimos dias.

Por um lado, «mais idoso, sobretudo mulheres, e também um público muito jovem, com 14/15 anos, em grupos ou sozinhos, mas nunca acompanhados com pais ou avós, como seria de esperar», descreveu.

 

Jean-François Chougnet atribui este interesse por parte dos jovens à recente divulgação de Amália através do novo fado ou grupos mais pop, como os Amália Hoje.

Sobre a hipótese de a exposição "Amália, Coração Independente" poder ser mostrada noutros países, o responsável disse que «há contactos com França e o Brasil, mas ainda nada é certo».

 

Iniciativa da Fundação Amália Rodrigues em coprodução com o Museu Berardo e a Fundação EDP - Museu da Electricidade, a exposição foi concebida também em parceria com o Museu Nacional do Teatro e a editora discográfica Valentim de Carvalho.

O núcleo expositivo no Museu da Electricidade reuniu parte do acervo da Fundação Amália, entre outras peças, alguns exemplares do guarda-roupa, joias - de cena e verdadeiras - e revistas da "rainha do fado", que durante a carreira artística ganhou estatuto em vários repertórios, do fado à música ligeira.

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