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O clã Oulman, 20 anos depois de Alain

Notícias - Março 29, 2010
A família de 'Pitou' é trota-mundos, mas nunca deixou verdadeiramente Portugal. Uns nasceram cá, como Alain Oulman, que morreu faz hoje vinte anos, outros vieram dos Estados Unidos, de Inglaterra, de França.

criaram um 'melting pot', como diz o filho do compositor de Amália, do editor de Mário Soares e Amos Oz, do encenador de Eunice Muñoz e João Perry.

"You stay outside", diz Nicholas ao cão trapalhão - um dos quatro ou cinco que calcorreiam a Quinta de São Mateus, no Dafundo, onde vive o clã Oulman e em 1928 nasceu Alain, o compositor de Amália, o editor de Mário Soares e Amos Oz, o encenador de João Perry, Eunice Muñoz, Raul Solnado. Morreu faz hoje 20 anos e deixou uma família universal, transversal como a versatilidade do francês do Dafundo nas artes. "Busca, busca, muito bem", acrescenta-lhe o filho mais velho de "Pitou".

É assim a família de "Pitou", ainda às voltas com o legado e as memórias de Alain Oulman. Uma família judaica originária de França, mas com Portugal na alma (basta atestar pela impressão digital que "Pitou" deixou no Fado). Uma família de todo o mundo: Nicholas nasceu em Londres, é casado com uma americana, filho do francês do Dafundo com uma inglesa que já é de Lisboa (Felicity Serra, com quem Alain gerou ainda Alexandre - este nasceu em Lisboa e vive por cá); a irmã France nasceu no Dafundo, é francesa de França a falar o português arranhado (mas correcto) e casou com um venezuelano; a sua filha Rita, portanto sobrinha de Alain, casou com um muçulmano e converteu-se, teve sete filhos. Ali na casa do clã Oulman fala-se português, inglês e francês - a maior parte das vezes na mesma conversa.

"Il dit le clan", intromete-se Nicholas, entre latidos de cães felizes. France, que responde em inglês à filha - "Want some water?"; "No, thanks" -, e em português ao DN, nasceu ali em 1926 e, naquela mesa do quintal-bosque onde se aloja a "árvore mágica" (uma espécie de casa de brinquedos encantada para os dois filhos de Alain com Beth), está Alain Oulman.

 

"Tem é de falar com filho dele, aqui o Nicholas, que fez um filme maravilhoso e que conta tudo, tudo, sobre o meu irmão", diz Frances. E repete-o em francês, perante o aceno de cabeça em jeito de ponto de interrogação de Nicholas. "Acha?" Ela é peremptória. Novamente em francês. "A tua avó ia ficar louca de felicidade, o teu avô, mesmo que não o mostrasse, ia ficar orgulhoso. E, sim, o teu pai ia ficar orgulhoso, mesmo que não o soubesse exprimir." Fala-se de Com que voz, documentário sobre a vida Alain Oulman que Nicholas finalizou em Outubro de 2009 - ainda só foi exibido no DocLisboa, nessa altura. Fala-se de Alain Oulman e percebe-se que era um homem cujos fios de sensibilidade só se tornavam condutores quando tinha um piano, uma pauta, uma peça ou um livro em frente.

"O meu pai era um workaholic. Era um pai sevère em relação aos estudos, mas descontraído no resto. Desde que eu mantivesse boas notas e respeito pelos mais velhos, mostrava-se fiel ao princípio do 'live and let live'", recupera Nicholas. "O meu pai tinha 40 anos quando eu nasci e tivemos momentos de verdadeiros companheiros, não bem de pai e filho. Mas tivemos uma relação algo conflituosa porque ele era uma pessoa muito pudica nos afectos, exprimia os sentimentos pela música, não tinha manifestações físicas", diz Nicholas, como quem ainda anda à procura do consentimento do pai.

 

"Compartimentava-se muito. Era a música, o teatro, a edição dos livros. Era gémeos, nunca falava dele, fugia do exibicionismo. Era um verdadeiro camaleão, consoante os ambientes, transformava-se", diz Nicholas, os traços físicos denunciando-lhe "Pitou" na génese, o piano Stenway puxando para Alain - o pai de Alain tinha uma frase com este instrumento desinstrumentalizando politicamente "Pitou", que esteve preso pela PIDE "por ajudar os amigos da oposição (os radicais da Frente de Acção Popular): "Ele toca a internacional num Stenway", como quem diz que um maoísta não se rende ao capitalismo de uma peça de elite como os distintos pianos.

 

Na quinta do clã Oulman, na família desde 1922, Alain mantém-se vivo, fresco nas memórias. Ali vivem as duas irmãs, France e Helène, o filho Nicholas com a mulher Beth e os filhos - e ainda se aloja uma produtora, a FX, que ajuda na manutenção da quinta. "Somos um melting pot", ri-se Nicholas, mas dando um sentido sério à afirmação. E teme pelo futuro do ninho do clã Oulman. "Quando as minhas tias morrerem, isto tudo pode perder-se...", antecipa ansiosamente. Isto tudo é a quinta de São Mateus, é a família Oulman, é a memória de um homem que catapultou Amália (e Portugal) para o mundo. "A presença do meu pai não se sente, mas a memória voltou a ser recuperada", conclui.

DN
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