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Os grandes nomes da música nacional para ver ou rever na RTP2
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Notícias - Agosto 16, 2010
Celeste Rodrigues, Amália, Carlos Paredes e José Afonso são os nomes presentes noutros tantos documentários com exibição marcada durante este mês na RTP2.

Dia 23 é exibido Fado Celeste um documentário sobre a vida e a obra de Celeste Rodrigues.
Este filme centra-se na imensa memória que Celeste Rodrigues possui. É a canção de Lisboa por uma voz octogenária, que nos dá uma história de vida em cada palavra que canta.

Ouvir as histórias de Celeste Rodrigues e ver a alegria com que continua a cantar aos 87 anos fica aqui registado para as gerações vindouras. Neste filme percorremos os 65 anos de carreira da decana das fadistas, que connosco partilha a riqueza de se poder viver uma vida inteira a fazer aquilo que se ama

 
Para dia 24 foi escolhido o documentário As Cordas de Amália com Raul Nery, Fontes Rocha e Joel Pina as cordas que acompanharam Amália ao longo de vários anos.
Com a fadista pisaram palcos mundo fora. Ouviram os mesmos aplausos. Enfrentaram as mesmas plateias comovidas. Não foram apenas testemunhas do sucesso de Amália.
Foram actores da excepcional história da cantora e das suas conquistas. Em “As Cordas de Amália” juntámo-los no Clube do Fado, em Lisboa, e relembramos os gloriosos anos em que se reuniram no mítico Conjunto de Guitarras Raul Nery

A 25 de Agosto pode assistir a "Diva, Simplesmente uma Homenagem" onde se recorda Amália.
Sem Amália Rodrigues, o Portugal do século XX teria deixado uma memória claramente diferente. Desde que encarnou em si todo o conceito de “portugalidade” Amália passou a carregar consigo o fardo de um emblema nacional dentro e fora de portas.
Como disse Caetano Veloso, numa célebre actuação no Coliseu dos Recreios em finais da década de 80, abraçar Amália era a mesma coisa que abraçar Portugal inteiro.
Mas Amália Rodrigues, assumindo a pose das verdadeiras estrelas, que sabem o que valem sem se deixar intoxicar pelo valor que lhe atribuem, sempre se afirmou como um veículo para expressar o que a sua alma ditava e não uma porta-voz dos desígnios nacionais.
Face a todas as contrariedades, Amália Rodrigues manteve fielmente a postura que criara para si desde que pegou no fado e o moldou à sua maneira, tirando-o das tabernas em direcção aos mais prestigiados palcos do mundo.
Amada por uns e odiada por outros, a cantora nunca se deixou ultrapassar pelos acontecimentos e, mesmo se com alguma ingenuidade à mistura, conseguiu passar por cima de todas as situações adversas, saindo pela porta grande sem ter de as contornar sinuosamente.
Tão ou mais importante que a sua vida, a obra de Amália Rodrigues estende-se pelas mais diversas áreas, criando um manancial aparentemente inesgotável de referências e experiências que contribuíram não só para a formação do símbolo mas para a formação do carácter da própria Amália Rodrigues.
Tudo isto torna ainda mais interessante uma abordagem que liga a vida e a obra intrinsecamente, pois uma não é permeável à análise isolada da outra. Milhões de discos vendidos em todo o mundo, todas as longas metragens de sucesso, o teatro, a revista, a poesia: a produção cultural de ou que integra Amália seria, indubitavelmente, uma sombra do que hoje é sem essa personalidade vincada. 
 
Movimentos Perpétuos-Tributo a Carlos Paredes é exibido dia 26.
Trata-se de um documentário em 17 movimentos, em que os testemunhos e a guitarra definem o génio, a bravura e a modéstia de Carlos Paredes.
Em Movimentos Perpétuos – Tributo a Carlos Paredes estabelece-se um diálogo entre uma guitarra e uma câmara de Super8, numa estética que evoca a memória dos velhos filmes de família, plena de intimidade, revelada na partilha de pequenas histórias da vida.
O concerto de Carlos Paredes no Auditório Carlos Alberto, no Porto, em 1984, é o ponto de partida para o desenrolar de histórias da prisão, resistência, sucessos e amadorismo, relatos marcados pela simplicidade e pela paixão.
Em que se revela por exemplo, como Paredes a seguir este concerto toca para o recepcionista do hotel que não pode assistir.
Ou ainda de como se servia de um pente na prisão para exercitar a “guitarra”. O testemunho de amigos e colegas dá-nos a entender um pouco mais quem foi este homem, que embora passando por privações nunca se queixava, e que nos deixou uma obra genial de valor incontestável, não só pela beleza das suas composições e da sua interpretação, mas também pela dimensão que deu à Guitarra Portuguesa, elevando-a a instrumento autónomo, em vez de ter apenas funções de acompanhamento, e transformando-a num símbolo da música portuguesa além-fronteiras.
Fica a sensação de libertação que a sua arte é capaz de produzir, e a mística da obra que deixou, cheia de entusiasmo profundo e nostalgia do futuro.  

A terminar este ciclo de documentários portugueses é exibido a 27 de Agosto, "Não Me Obriguem a Vir Para a Rua Cantar", um tributo a José Afonso
Zeca Afonso.
O Homem e a Obra marcaram toda uma geração de portugueses. E deixaram uma herança social e cultural às gerações seguintes. Todos temos um pouco de Zeca Afonso, um homem cujo génio ultrapassa qualquer época ou catalogação. Um homem cuja mensagem é veiculada por letras que se revelam sempre actuais. “Eu sou aquilo que fiz.” Zeca Afonso deu-nos tanto que agora é a nossa vez de lhe darmos algo.
Este programa de homenagem ao Zeca Afonso é uma retribuição por tudo aquilo que ele nos deu. A SubFilmes convidou por isso vários artistas de áreas criativas contemporâneas para criarem uma obra de arte especialmente para Zeca Afonso – um filme, uma música, um desenho, uma animação de motion graphics.
Será essa a interpretação, a homenagem, o tributo de cada um desses artistas. Assim, podemos ter uma colagem de um artista de street art, uma reinterpretação de um tema do Zeca ou uma produção de teatro. Rádio Macau, Nancy Vieira, Couple Coffee, Vicious 5, Raquel Tavares – na música; a companhia de teatro Primeiros Sintomas; a dupla de videojamming Daltonic Brothers; Target e Mosaik no street art; Quebra-Diskos no turntablism; etc. Além disso, foram gravadas várias tertúlias, cuja conversa gira à volta da importância do Zeca enquanto músico e activista, mas principalmente à volta da figura humana que foi o Zeca.
A aposta forte deste programa reside numa abordagem de conteúdos que pretende captar por um lado a actualidade da mensagem do Zeca e por outro a faceta mais humana da sua vida.

 

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