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Camané ao vivo - uma noite de glória

Concertos - Outubro 08, 2010
O Grande Auditório do Centro Cultural de Belém estava cheio (e com muitas personalidades públicas), para mais uma noite de glória de uma carreira visivelmente ascendente deste fadista.

O que moveu Camané, os seus três músicos (José Manuel Neto na guitarra portuguesa, Carlos Manuel Proença na viola e Carlos Bica no contrabaixo) e o imenso público para o CCB foi a apresentação do novo disco Do Amor e dos Dias, actualmente no primeiro lugar do top nacional de vendas de álbuns. O concerto (de mais de hora e meia) seguiu a ordem de Do Amor e dos Dias, excepto uma ou outra repescagem ao passado de Camané.

No palco estava uma cenografia de uma sala. Várias cadeiras espalhadas pelo palco (onde Camané se foi sentando), molduras de quadros inexistentes, duas mesas, um sofá largo, um televisor desligado (da nossa vista), alguns copos, um espelho lá no fundo e uns quantos candeeiros a darem cor a uma iluminação intimista.

Com o seu fato habitual, Camané é um falso discreto. Começa mansinho, tímido. Depois, quando a alma começa a ferver, sobe o tom, para uma escalada final/triunfante, quando todo o seu talento fica a nu público. Ovação. Cada canção, uma vitória. A voz essa, está no sítio certo, com uma pontaria milimétrica. A perfeição é afinal bem portuguesa e, no fôlego final, não nos mente. Mas se aquilo não for perfeição, a perfeição que se cuide.

Alfredo Marceneiro agiganta-o: as interpretações comoventes de Último Recado e Piso Térreo derrotam os últimos cépticos. E voz suprema da intemporalidade de Fernando Pessoa nas Quadras e em Ser Aquele, Camané imortaliza o poeta imortalizando-se.

Sempre elegante, Camané testemunha uma pequena desobediência jazzística do seu trio (em Lembras-te Sempre de Mim). Pede palmas para (o espectador presente) Sérgio Godinho que declarou como «uma das duas pessoas que melhor esreve sobre o amor» - Camané interpretou um dos novos temas, Emboscadas, da autoria do criador de Espalhem a Notícia. E faz uma vénia a Fausto em Porque Me Olhas Assim.

Nos dois encores, passou o seu talento pelas músicas Mais um Fado no Fado e Saudades Trago Comigo (grande momento de José Manuel Neto na guitara portuguesa!), e terminou a actuação com uma segunda interpretação de A Guerra das Rosas (a principal música de promoção do novo álbum).

A excelente noite do CCB declara como redundante a afirmação de Camané como a maior voz masculina do fado depois de Carlos do Carmo. Quando será que os estrangeiros o descobrem a sério?
Gonçalo Palma
Fotos: Nuno Fontinha
 

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