| Aqui, tal como em Lisboa, "tudo isto é fado" |
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| Eventos - Dezembro 12, 2010 | |
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Ana Sofia Varela - Teatro Filarmónica de Oviedo - 11.12.10 Este outono tem sido muito “fadista” em Oviedo, para gáudio dos muitos aficionados asturianos, que parecem crescer em quantidade e qualidade. E a última semana foi pródiga em eventos relacionados com esta cativante poesía musical portuguesa, primeiro num evento levado a efeito pelas sociedades asturianas de psiquiatras e de escritores – aberta ao público em general – que teve o fado como protagonista de uma inédita sessão clínica teatralizada e musicada, que se revelou uma surpresa e um éxito rotundo. Depois seguiu-se um par de concertos integrados no ciclo Música del siglo XX, de Cajastur, com o fadista e instrumentista Miguel Ramos que, acompanhado pelo guitarrista José Manuel Neto, o seu irmão André Ramos e o viola baixo Daniel Pinto, actuaram em La Felguera y Mieres. Ao mesmo tempo teve lugar no Club de Prensa de La Nueva España uma conferência sobre o fado a cargo do músico português Carlos Azevedo e nessa mesma noite um espectáculo com fados num restaurante de San Cristóbal, em Avilés. Mas o propósito deste artigo tem a ver com a actuação no sábado, de Ana Sofia Varela, fadista alentejana de Serpa, patria mãe de vários famosos ranchos do Alentejo, grupos de canto folclórico popular. Fadista jovem, mas com longa experiência de dedicação ao fado em e desde Lisboa, com discos publicados e participações em casas de fado famosas, rádios, televisões e numerosas actuações internacionais. Uma artista afamada, de voz aguda, lírica e clara, com influências “aflamencadas”, que vive o fado desde a raíz mais sólida do bairrismo da Alfama lisboeta. Apresentou-se com os músicos Pedro Castro, na guitarra portuguesa, Pedro Soares na viola e Maximo na viola baixo, que além de encetarem um diálogo musical estupendo com o canto de Ana Sofia, executaram duas guitarradas, “Variações do fado Lopes” e “Variações de Fontes Rocha”, que mereceram a emoção, o suspense e os aplausos mais quentes da noite. Ana Sofia Varela, que parece passar pelo melhor momento da sua expressão fadista, apresentou-se elegantíssima com um vestido largo e negro e o castiço xaile sobre os ombros, para enfatizar os fados clássicos como o Tamanquinhas, Corrido, o Bacalhau, intermediados pelos fados-canção “Água e mel”, “Dá-me o braço anda daí”, algumas baladas “afadistadas”de João Gil e João Monge e as canções típicas do repertório fadista como “Havemos de ir a Viana” ou “Barco negro” e, na segunda parte, uma preciosa “rapsódia” de características alentejanas entitulada “Noite e dia”. Uma relíquia fadista de ouro e diamentes, para o ciclo Divas del Fado, que nós aficionados agradecemos aos organizadores e colaboradores (la Mostra de la Embajada Portuguesa, El Cohete Internacional, LA NUEVA ESPAÑA, la Universidad de Oviedo, la SER y el Hotel España) e esperamos que se repita
Ángel García Prieto
Tradução e adaptação: Portal do Fado |
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