| Amália e a poesia, palestra no Museu do Fado |
| Notícias - 15.02.2012 | |
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Só nos anos 70 do Séc. XX é que se revela em força com álbuns totalmente letrados por ela onde se incluem temas incontornáveis da música em português como “Lágrima”, “Lavava no rio, lavava”, ou “Grito”, temas exaustivamente gravados pelas mais novas gerações fadistas. Muito antes, Amália revolucionou o Fado trazendo para dentro dele as palavras de grandes poetas como Camões, David Mourão-Ferreira, Pedro Homem de Mello, Manuel Alegre, Sebastião da Gama, Afonso Lopes Vieira, entre muitos outros. Essa atitude valeu-lhe muitos dissabores, do qual o mais pitoresco é a afirmação de M.ª Teresa de Noronha: “A Amália agora canta letras à Picasso”. Muitos dos grandes poetas escreveram para ela e sobre ela, de Ary dos Santos a Pablo Neruda, havendo centenas de canções, poemas e textos sobre Amália. O vice-presidente da APAF – Associação Portuguesa de Amigos do Fado – apresenta Amália Rodrigues num tema pouco explorado. Uma palestra da APAF em colaboração com o Museu do Fado. Estas são as linhas chave desta palestra que pretende focar-se na importância que Amália teve para os autores. Ela que foi uma poetisa com momentos tão brilhantes como este: “Já não temos fome, mãe/ mas já não temos também/ o desejo de a não ter”. Amália e a Poesia, por Tiago Torres da Silva Domingo, 19 de Fevereiro, 17h30 Museu do Fado Entrada livre – marcações para 218 823 470 |
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