| Camané |
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| Fadistas - 30.06.2007 | |
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e vislumbra-se por fim o percorrer de novos caminhos. A culpa também é do seu produtor, José Mário Branco. Carlos Manuel Moutinho Paiva dos Santos, Camané, nasceu em Oeiras há trinta e tal anos. Desde petiz que canta o fado, por via dos pais que possuem uma monstruosa discografia do género, a ponto de, em 1979, ter ganho a Grande Noite do Fado. Uma conquista que lhe abriu as portas para outros voos - a gravação de um álbum (entretanto esquecido) produzido por António Chaínho - mas que, mais tarde, o levaram a abandonar os ambientes de fados e guitarradas. Voltou depois, já maior e vacinado, para o percurso das casas de fado e para participar no elenco de várias produções de Filipe La Féria. As noites de fado no Teatro da Comuna, já na companhia de José Mário Branco, sugeriam qualquer coisa mais séria até que surgiu o convite da EMI-Valentim de Carvalho para gravar um disco. "Uma Noite de Fados" foi editado em 1995, quando o fado ainda não era moda, e marcou o aparecimento de uma nova voz masculina entre a nova geração. "Na Linha da Vida" e "Esta Coisa da Alma" cimentaram a sua posição no circuito fadista e não só: lá fora começava a ser chamado para mais concertos, posteriormente acompanhados pela edição de discos na Holanda e na Bélgica. Em Julho fechou-se nos estúdios Next com a sua, já habitual, equipa de trabalho: José Mário Branco na produção e direcção musical, José Manuel Neto na guitarra portuguesa, Carlos Manuel Proença na viola e Carlos Bica no contrabaixo. Manuel de Freitas e Aldina Duarte, autoras de algumas letras, não foram também dispensadas das sessões que deram origem a "Pelo Dia Dentro". O quarto álbum "oficial" de Camané revela, mais uma vez, a faceta mais ortodoxa do fado, ainda que com peculiaridades a que não serão estranhos os temas compostos por José Mário Branco. A par dos fados tradicionais ornamentados com textos de poetas consagrados como Teixeira de Pascoaes, David Mourão Ferreira, Pedro Homem de Mello ou Pedro Tamen, "Pelo Dia Dentro" dá também espaço a composições de José Mário Branco e Amélia Muge que procuram novos caminhos. Uma marcha afadistada ("Marcha do Bairro Alto"), um tema com uma marcação jazzística ("Terreiro dos Passos") ou uma canção à anos 70 ("A Cantar É que Te Deixas Levar") revelam um Camané mais lisboeta e universal do que nunca.
Miguel Francisco Cadete
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Comentários
é este : Carlos Manuel Moutinho Paiva dos Santos ,por favor retire o Duarte,nos seus documentos o nome dele é o que está acima indicado : Obrigado Citar