| Paulo Bragança |
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| Fadistas - 06.07.2007 | |
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O primeiro contacto que Paulo
Bragança teve com o fado foi, ainda em criança, através do álbum de
Amália Rodrigues gravado ao vivo no Japão. A música esteve presente
desde cedo, com vários guitarristas e fadistas amadores na família. A sua vida acompanha a diáspora. Abandonou Angola, após o 25 de abril de 1974, e fixou-se, nos Estados Unidos. Só aos 10 anos veio para Lisboa, onde o fado estava mais presente do que nunca. Estudou Direito na Universidade Clássica, mas, nas vésperas da graduação, desistiu do curso. Foi desafiado a cantar, numa festa universitária, e apercebeu-se de que o fado era a sua verdadeira vocação. Chegou a inscrever-se no Conservatório de Música, mas foi recusado. Entrou, então, no circuito das casas de fado. Contudo, logo desde o início, quis desafiar as regras rígidas do meio, questionando a tradição e encontrando arrojadas formas de se exprimir, através da música e não só. A imagem excêntrica de Paulo Bragança é uma das suas marcas. Ao princípio, usava um casaco de cabedal e botas da tropa. Com o tempo encontrou trajes folclóricos, que lhe deixavam parte do tronco despido e passou a cantar de pés descalços - o que se tornou a sua principal imagem de marca. Assumindo-se sempre como fadista, criou inúmeras polémicas, com acusações violentas na imprensa ao meio do fado tradicional e à sua 'institucionalização'. Em 1992, gravou o seu primeiro disco, Notas Sobre a Alma (Polygram). É um álbum bastante conservador, em que Bragança viu o seu campo de ação restringido pelos planos da editora. O álbum conta com várias composições do guitarrista Mário Pacheco e letras de Rosa Lobato Faria, Jorge Fernando, entre outros. Jorge Fernando assume também a produção. Dois anos depois, lançou Amai (Polygram/Luaka Bop), em que exprimiu de forma mais clara o seu estilo subversivo. Produzido por Rui Vaz, Carlos Maria Trindade e o próprio Paulo Bragança, cruza o fado com samplers, coros, interlúdios, música tradicional, flamenco e pop-rock. Interpreta "Sorrow's Child", de Nick Cave, e "Adeus", dos Heróis do Mar. O álbum gerou grande polémica, mas David Byrne, o vocalista dos Talking Heads, apaixonou-se por ele, e integrou-o no catálogo da sua editora a Luaka Bop. Teve assim edição mundial. E Paulo Bragança passou a ser um dos fadistas mais internacionais, com particular destaque nos Estados Unidos. Em 1996, lançou o seu terceiro álbum, O Mistério do Fado (Polygram), cuja capa é um retrato do seu avô. Incluindo algumas letras da sua autoria, mantém o estilo do álbum anterior. O mais surpreendente é a adaptação ao fado de "Remar Remar", dos Xutos & Pontapés. Seguiu-se um jejum editorial de cinco anos. Pelo caminho, participou na coletânea Red Hot + Lisbon (1999), em que interpretou, acompanhado por Carlos Maria Trindade, "A Névoa". Também foi lançada uma coletânea, com os seus melhores êxitos. Em 2001, saiu o seu quarto álbum de originais, Lua Semi-Nua (Ovação), em que radicalizou ainda mais o discurso. Produzido por José Cid, inclui algumas surpresas, como uma versão eletrónica do clássico do fado de Coimbra "Samaritana" (Álvaro Franco); uma versão de "Minha Senhora da Solidão", de Jorge Palma; ou uma 'visita' ao mundo da droga, com uma nova letra, da sua autoria, para "Fado Falado", com o título "Fado Mudado" (Paulo Bragança/Francisco Menano). A outra grande paixão de Paulo Bragança é a representação. Chegou mesmo a inscrever-se num curso de teatro e participou no filme Tráfego (1998), de João Botelho, tendo interpretado o hino nacional. Em 2009 estreou a curta metragem "Henry and Sunny", realizada pelo irlandês Fergal Rock, com Paulo Bragança como actor principal.Infopédia |
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Comentários
poderá encontrar mais alguma informação sobre o Paulo Bragança aqui:
profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendid=207904426
raizeseantenas.blogspot.com/2006/11/paulo-bragana-as-agruras-do-fado_03.html Citar
Ja agora o filme chama-se HENRY and SUNNY do realizador irlandes Fergal Rock e mais nao digo…da-lhes Braganca! Citar
Espero que o Paulo se tenha encontrado por lá.
Mas o Pantufa tem razão Somos um povo mesquinho que adora a má língua.
Por isso mesmo desejo que o Paulo Braçança tenha muito sucesso lá fora e que até ganhe um Òscar para elevar o seu nome e fazer-nos ter a certeza que ele é melhor actor do que fadista.
Tudo o que sirva para elevar com dignidade o nome do país, é benvindo.
Vamos aguardar então para ver o que aí vem. Espero é que não demore muito a vir senão é melhor puxar uma cadeira, sentar calmamente e calçar umas confortáveis pantufas, não vá a espera gelar os pés e causar uma forte gripe. Citar
Antes de mais um muito obrigado pela informação que nos deu sobre paulo bragança. pois sou admiradora dele. gosto da sua interpretação vocal como das suas letras e músicas. no que diz respeito ao que não deveria passar o que sabe, quase que não era preciso passar muito info uma vez que henry & sunny tem myspace e também estão no facebook. também paulo bragança tem myspace (como já citado mais acima) e é possível aperceber-se das suas útlimas novidades.
Só espero poder ver henry & sunny em portugal… Citar