| Maria Ana Bobone - Nome de Mar |
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| Edições - Julho 14, 2007 | |
É um disco que revela um estilo único no fado, tornando ténues as fronteiras entre o tradicional e o erudito, criando uma forte unidade
sonora e espiritual porque une uma voz doce e cristalina, com características de canto muito singulares... a instrumentistas que, para além do ambiente fadista em que se movem, alimentam a sua criatividade com base noutros ambientes musicais. A direcção musical e a maioria dos arranjos são de Ricardo Rocha, reconhecido pela exímia execução da guitarra portuguesa e pela abordagem contemporânea que faz desse instrumento, que assina ainda algumas composições sobre a poesia de Fernando Pessoa. Foi gravado ao vivo numa igreja, o mais livre de artifícios técnicos possível, conferindo-lhe em termos de sonoridade, um registo próximo da música de câmara devido à amplificação natural que um espaço desta natureza proporciona. Como convidados, estão presentes Filipa Pais no tema "O Achado", cuja voz combina na perfeição com a de Maria Ana tornando o texto de Miguel Torga para além de uma aventura epopeica, uma aventura de riqueza tímbrica invulgar; os Tetvocal em "Súplica", cuja conjugação das vozes e o arranjo de Ricardo Rocha, atribuíram ao tema um místico carácter de "sofrimento condolente" aproximando-o da música sacra; em "Senhora do Monte", João Paulo Esteves da Silva, cuja interpretação ao piano, transformou um fado tradicional, o Fado Carriche, num encontro de improviso musical; as Vozes Privadas, grupo coral, que revisitaram uma canção presente desde a infância no imaginário dos portugueses, o tradicional "Natal d'Elvas". Maria Ana Bobone embala a sua voz pelas palavras dos poetas pondo em relevo a sua abordagem ao fado, numa visão mais madura -como em "Fado da Sina" ou com candura pueril -como em "Olhos Fechados" de Pedro Homem de Mello mas sempre numa demonstração de entrega absoluta! |
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É um disco que revela um estilo único no fado, tornando ténues as fronteiras entre o tradicional e o erudito, criando uma forte unidade
sonora e espiritual porque une uma voz doce e cristalina, com características de canto muito singulares...
