Brigada Victor Jara - Ceia Louca (2006) versão para impressão enviar por e-mail
Edições - 02.11.2007
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Passados 30 anos de recolha, preservação e divulgação do património etnomusicológico de norte a sul de Portugal, patente numa vasta discografia, o tão aguardado Ceia Louca apresenta-se como um amadurecimento na estética musical do grupo...

A tradição já não é o que era, e recomenda-se que assim seja! Senão, tomemos como exemplo o último trabalho discográfico da Brigada Victor Jara, um dos grupos mais importantes do panorama musical português e uma referência incontornável.

 

Passados 30 anos de recolha, preservação e divulgação do património etnomusicológico de norte a sul de Portugal, patente numa vasta discografia, o tão aguardado Ceia Louca apresenta-se como um amadurecimento na estética musical do grupo, com um toque de modernidade e sofisticação, ao mesmo tempo que faz ressoar as batidas percutivas da tradição, como um latejar vital da cultura dum povo.

 

Diversidade é a palavra que melhor define este banquete servido tanto à beira-mar, como no interior dos vales e das montanhas, levando-nos a imaginar trilhos antigos ou ritos esquecidos no imaginário popular. De facto, a Brigada Victor Jara propõe-nos uma viagem musical ao resgatar temas tradicionais de vários pontos geográficos: desde as ilhas da Madeira e dos Açores, até Trás-os-Montes, passando pelas terras do Algarve e das Beiras. Esta linha da tradição só é rompida pelo único tema original e instrumental do disco: Arruada.

 

A diversidade sonora, contrabalançando tempos e ritmos, acordes e melodias, também se faz sentir nas colaborações vocais de distintos músicos portugueses, provenientes de diferentes estilos musicais, nomeadamente o rock, o pop, o fado e a música popular. Por isso, não estranhem ouvir a voz rasgada de Jorge Palma a cantar uma Chamarrita Zaragateira açoreana, ou a doçura fadista de Cristina Branco em tom de Embalo madeirense, para não falar da imensidade vocal de Catarina Moura, intérprete do grupo e membro do projecto feminino Segue-me a capella, que, por sua vez, também colabora em Cantiga Bailada.

 

O manjar não podia estar melhor preparado, deixando-nos cair, loucamente, no pecado da gula de querer mais...
 

Comentários  

 
#1 JP Sousa 2007-11-14 21:45 O que está este disco (e artigo) a fazer neste portal?
Não é o grupo que está em causa (aliás, não tendo ainda visto o filme onde, pelo que percebi, são a única referência a Coimbra no filme do Saura…).
Mas…
A seguir vêm o Tony Carreira e o Roberto Leal? Ou será o último dos xutos? Ou a Ronda dos 4 Caminhos?
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#2 nimba 2007-11-15 00:50 Caro JP Sousa tem razão, no que diz realmente este não é um disco de fado ou que lhe faça referência. Mas o Portal do Fado por opção nossa, não se debruça intransigivelme nte sobre o fado. Entendemos que a música portuguesa de qualidade e de raíz popular deverá ter um cantinho reservado neste Portal. É nosso interesse divulgarmos também esta música. O critério de qualidade é inteiramente da nossa responsabilidad e… Citar
 
 
#3 JP Sousa 2007-11-15 12:14 Manda quem pode (e sabe) e não há nada mais a dizer!
Embora Brigada e Fado nada tenham a ver… é só perguntar em Coimbra…

Abraço e continuação de bom trabalho
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