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António Zambujo - Outro Sentido
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Edições - Novembro 30, 2007
Em "Outro sentido, o cantor alentejano dá continuidade ao trabalho anterior, "Por meu cante", no qual dá a conhecer as suas outras influéncias musicais para além do fado: a Música Tradicional Portuguesa, a MPB (Música Popular Brasileira) e o Jazz.

Depois de "O mesmo Fado" e "Por meu cante", António Zambujo apresenta o terceiro disco da sua carreira, "Outro Sentido".

Em "Outro sentido, o cantor alentejano dá continuidade ao trabalho anterior, "Por meu cante", no qual dá a conhecer as suas outras influéncias musicais para além do fado: a Música Tradicional Portuguesa, a MPB (Música Popular Brasileira) e o Jazz. "identifiquei¬me desde sempre com os temas tradicionais portugueses, com as canções de João Gilberto e Caetano Veloso assim como com a voz e o trompete de Chet Baker". Neste disco, Zambujo lamçou um desafio a si próprio ao recriar clássicos da música de Portugal e do Brasil. "Queria actualizá-los musicalmente. Alguns dos temas escolhi-os porque sempre gostei muito das interpretações que já tinham sido gravadas e queria poder cantá-los à minha maneira".

Para concretizar este projecto, António Zambujo convidou os músicos Ricardo Cruz (produtor dos seus dois discos anteriores) e Carlos Manuel Proença, responsável pelos arranjos de alguns temas. Segundo o produtor Ricardo Cruz, "Outro sentido" teve como base musical a voz e o violão. "A partir daí os arranjos foram sendo criados, introduzindo um certo "caos" ás canções. Em alguns temas, por exemplo, usamos instrumentos menos familiares ao universo do fado como a guitarra eléctrica, a trompa e o violoncelo".

Além de Ricardo Cruz e Carlos Manuel Proença, António Zambujo pôde contar também com o trabalho de excelentes músicos como Paulo Parreira, José Manuel Neto, Mário Delgado, Daniela de Brito e Paulo Guerreiro, além da participação especial das Vozes Búlgaras Angelite.

O disco é composto por 13 temas, entre os quais alguns fados "clássicos" como "Amor de mel, amor de fel". Este fado, composto por Amália Rodrigues e Carlos Gonçalves é um dos preferidos de António Zambujo que, neste disco, interpreta conhecidos temas do universo fadista - caso do Fado menor, o "Fado dos Fados", aqui com letra da poetisa Maria Manuel Cid.
"Nem ás paredes confesso", outro fado emblemático, escrito por Max (cantor preferido de Zambujo e uma grande referência no seu trabalho) recebe igualmente uma interpretação especial do artista. Alberto Janes, compositor alentejano, é outro nome presente através de dois fados: "Fadista Louco" e "Foi Deus". Outro fado a destacar, é "A nossa contradição", tema com música de Alfredo Marceneiro e letra da fadista Aldina Duarte.

Para além dos fados, António Zambujo incluiu neste disco o tema "Chamateia", da autoria do açoriano Luis Alberto Bettencourt, que contou com a participação especial das Vozes Búlgaras Angelite. Este tema é certamente um dos mais comoventes do álbum, onde a voz de Zambujo passeia entre a polifonia vocal do coro búlgaro. Outro tema popular que compôe o disco é "Para que quero eu olhos", uma delicada recriação do tema imortalizado na voz de Adriano Correia de Oliveira.
"Quando tu passas por mimo e "Lábios que beijei" sao dois conhecidos clássicos do cancioneiro brasileiro que receberam surpreendentes interpretações de Zambujo.

As canções, eternizadas em gravações de Aracy de Almeida e Orlando Silva respectivamente (esta última recentemente gravada por Caetano Veloso), sao seguramente duas agradáveis surpresas deste disco, assim como o clássico de Carlos Ramos "Eu já nao sei", delicadamente interpretada por António Zambujo. Para finalizar, o experimental 'Outro sentido" que dá titulo ao disco e destaque para uma nova versao do tema "Ao Sul", que João Monge e João Gil escreveram para a Ala dos Namorados.

Em "Outro sentido", António Zambujo canta e sente o fado à sua maneira, apontando outras direcções para a sua música.


 

Comentários 

 
#1 Rui Noronha 2008-01-14 16:18 Olá a todos.
Estive recentemente a escutar este disco e confesso que fiquei admirado como é que estava na secção de fado na loja.Concordo com o atento, pois se é um disco com fusão de jazz e bossa, não percebo porque se intitula de fado.
Gostei até bastante do segundo disco \"Por meu cante\", mas uma coisa é certa - nenhum disco de António Zambujo tem uma capa digna de ser apreciada.
Um abraço a todos
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#2 taranta 2008-04-15 21:11 Ora bem eu gosto de ouvir o Zambujo.
Mas queria dizer uma coisa apenas:
Tenho pena que este cantor não se dedique mais a sua cultura, pois quando o ouço só se percebe que não é Brasileiro por cantar em Português de Portugal, porque de resto as acentuações e ambiência musical do seu trabalho são de outra nacionalidade de alguma maneira longe da Portuguesa…
De facto é pena pois ele tem talento. Mas enfim são opções estéticas que cada um tem o direito de escolher, que ate certo ponto não deixa de ser interessante, enquanto procura de estilo. Mas no fim veremos o que fica…Continua
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