Ao fado_728
António Pinto Basto
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Fadistas - Actualizado em Janeiro 02, 2011

Nasceu a 6 de Maio de 1952 em Évora, no Alentejo e cedo demonstrou grande gosto pela música em geral.

Tendo particular interesse pelo fado, desde a adolescência, começou a cantar em festas particulares. Entre 1970 e 1974, enquanto iniciava os estudos de engenharia no I.S.T. que, anos depois, viria a concluir com êxito, gravou 3 E.P.s com os quais confessa não ter, agora, grande identificação uma vez que reconhece ter evoluído bastante, desde essa altura, na sua forma de interpretar o fado.

De 1974 a 1988 assumiu não gravar, embora inúmeras oportunidades tivessem surgido, por entender que o fado exige dos seus intérpretes mais do que a simples intuição natural. Há que armazenar emoções. Foram anos de amadurecimento, interiorização e prática constantes, durante os quais não deixou de se apresentar em público, quer em Portugal quer nos E.U.A., Brasil, Espanha, França e Angola e sempre com assinalável sucesso.


Em 1988 decidiu, enfim, gravar; sentindo estar pronto para a grande prova, preparou com invulgar profissionalismo o seu 1º L.P. “Rosa Branca”, que a PolyGram editaria no final do ano. O êxito foi imediato e fulgurante, coroado por uma “tournée” de mais de 120 concertos em 1989, no final do qual seria editado o duplo L.P. “Maria”. O sucesso de críticas e de vendas repetir-se-ia.


António Pinto Basto venceu a prova a que decidira submeter-se, deixando antever uma longa, sólida e brilhante carreira como cantor e compositor.

Em 1991 é editado o seu 3º L.P. intitulado “Confidências à guitarra”. No primeiro semestre de 1992 visita quatro continentes, levando-lhes o seu fado: Começa por Toronto, no Canadá, vai a Macau a propósito das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas e a sua estada é aproveitada para um concerto em Hong - Kong, oferecido pelo Cônsul de Portugal aos diplomatas locais.

 

Daí segue para Angola, onde tem mais que uma actuação e, retornado à Europa, vai até Sevilha para uma noite de fados inserida no âmbito da Expo.92.

Ainda antes de terminar o ano de 1992 e em consequência do êxito obtido da 1ª vez, volta ao Canadá para quatro concertos e, de seguida, vai aos Estados Unidos efectuar outro concerto, perto de Nova York e uma apresentação numa rede portuguesa de TV.


Fazendo um interregno em termos de gravações e passando por duas experiências, com êxito, de produtor discográfico, a carreira de A.P.B. prossegue sobretudo através dos espectáculos, quer por todo o país, quer na TV, quer no estrangeiro  — novamente Canadá, África do Sul e Japão.


No final de 1993 a sua editora lança o CD “Os grandes sucessos de António Pinto Basto”, compilação das anteriores três edições.

Em Outubro de 1994, um momento especial na sua carreira: É convidado pelo Instituto Cultural de Macau para ser solista numa digressão que a Orquestra Chinesa de Macau vai efectuar em Portugal. Esta Orquestra, para além dos músicos de Macau, integra músicos oriundos de mais cinco orquestras chinesas (de Pequim, Xangai, Cantão e Hong - Kong) num total de 68 elementos. António Pinto Basto interpreta dois fados acompanhado pela Orquestra Chinesa naquilo que se pretendeu que fosse uma fusão das culturas Ocidental e Oriental. A digressão, em Novembro, percorre algumas cidades de Portugal, incluindo dois espectáculos em Lisboa, um no Teatro S. Luís incluído no âmbito de Lisboa 94, Capital da Cultura e outro, de gala, no Teatro Nacional de S. Carlos.


No seguimento desta acção, é convidado a participar, como solista, no VI Festival de Artes de Macau que decorre neste território, em Março de 1995. Neste mesmo mês efectua dois concertos em Goa, na Índia, com enorme sucesso.

No final deste ano de 1995, lança uma videocassete intitulada “António Pinto Basto em Évora” com alguns “vídeo - clips” e baseada, principalmente, num concerto efectuado na sua terra - natal.
 

Comentários 

 
+4 #1 TSP LADJ 2008-01-16 19:56 Parábéns António Pinto Basto pelo inigulável àlbum - Bodas de Coral.
A sua forma única de interpretar os fados dão-lhes um sabor ainda mais especial.

Meus sinceros cumprimentos
TSP
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+3 #2 andradelar 2008-03-12 00:01 Todo o mérito que tem conseguiu-o com o seu grande talento. Dá gosto ver a forma entusiasmada, sentida e grande à vontade com que enriquece os seus numeros!!!!Gost ei de o ver na Homenagem ao amigo Abilio José. Só lamento que depois de 500 passoas a pagar bilhete e comida tenham só sobrado 700 euros para a pessoa em causa. Parece-me que houve demasiada hipocresia e oportunismo da parte de alguns que se deverão ter aproveitado em beneficio próprio de uns valores que supostamente e com intenção de quem lá foi seriam para o nosso Amigo.Quando os Artistas precisarem uns dos outros Ajudem-se pessoalmente e EVITEM intermediários. Um grande abraço para o Grande homem que o Sr. é Citar
 
 
+3 #3 Florinda 2009-01-24 22:37 Que dizer sobre este senhor?
Não há nem vai haver palavras que posam descrever toda a bondade que ele tem.
O António Pinto Basto é sem dúvida um grande ser humano.
Cunhecio pessoalmente tinha os meus 14 anos, na altura pensava que a minha paixão pelo fado seria uma coisa passageira, mas este senhor fez com que eu continuase a amar o fado. Foi ele o grande responsável.
O António é sem dúvida um orgulho dos alentejanos.
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+1 #4 TSP LADJ 2009-01-25 01:09 Florinda. Muito agradecido pelo seu comentário.Realmente o António Pinto Basto é um ser humano extraordinário e um verdadeiro professor de fado. Eu que sou um apaixonado pelo fado desde a infância e acompanho a fantástica tragetória deste senhor desde o início, só tenho mesmo que agradecer muitíssimo a ele pelo que ele faz e faz pelo nosso fado. Só mesmo alguém que não percebe nada de fado pode tecer um comentário contrário a este.Um grande abraço do amigo Tarcísio. Citar
 
 
+3 #5 antónio pinto basto 2009-01-25 03:02 Caro João Almeida, um amigo falou-me desta "troca de galhardetes" que se verificou neste cantinho, fiquei curioso, vim observar e tive vontade de o esclarecer nalguns pequenos detalhes. Por exemplo, eu não tenho nada a ver com agricultura. Por vezes, infelizmente, me confundem com outro que também anda pelo fado e que é Engenheiro Técnico Agrário. Eu não. O meu curso foi tirado no Instituto Superior Técnico e não tem nada a ver com agricultura. As opiniões no mundo do fado, quanto à minha falta de qualidade, são unânimes? Ora, ora, meu caro, sabemos que não. Só se forem unânimes no SEU fado. Olhe, por exemplo, amanhã lá vou participar no espectáculo de festejo dos 60 anos de carreira de Vicente da Câmara, a convite deste Mas, provavelmente, também este, para si, não canta nada… Sou um oportunista? Do quê? Olhe que deve ser bem complicado conseguir ser oportunista por mais de 35 anos, como já levo de carreira no fado (1º disco em 1970). Citar
 
 
+4 #6 antónio pinto basto 2009-01-25 03:13 (continuação) Caro João Almeida, gostaria que conhecesse um pouco melhor aquilo sobre o que emite opinião. Falei de Vicente da Câmara mas mudemos de estilo: Porque não pergunta, por exemplo, a opinião a um outro fadista bem diferente como Nuno de Aguiar? Ou dos mais novos, por exemplo Pedro Moutinho? Até entendo as razões que levam a que muita gente do fado não tenha gostado de muita coisa que gravei. Entendo muito bem. Cada um tem o seu fado… Porém, quero convidá-lo a ouvir o meu CD (tem cerca de um ano) "Bodas de Coral". Faça, por favor, esse sacrifício, nem que seja só uma vez! E depois diga-me, com TODA a sinceridade, onde acha que ali falta fado. Por favor, oiça. Se me quiser informar a sua morada, atá lhe ofereço um desses CD. Um abraço para início do que, espero, possa ser uma boa amizade. Citar
 
 
+2 #7 Florinda 2009-01-25 19:02 Caros amoigos que visitam o Portal do Fado,saite que descobri á um e dia, não conhecia nem tinha ouvisto falar em tão importante saite para quem gosta de fado, e dos seus interpetes este é um bom saite que nos informa de tudo.
Referime ao António Pinto Basto o que vou fazer mais uma vez, como disse ontem conheci-o tinha 14 anos, mas comecei a ouvi-lo quando apareceu com a tão celebre Rosa Branca, e o conhecelo pessoalmente foi o realizar de um sonho, que a partir daí se transformou em amizade que ainda hoje nos contactamos, quer pessoalmente quer pelos meios de comunicaão. Digo que é muito bom ter convivencia com este senhor, ele é facto extraordinário! Tem dado muito ao fado tem apoiado novos artistas, é de facto um grande homem.
É claro que não agrada a todos, mas Deus também não agrada todos, nem todos podemos gostar do mesmo se não os outros não podiam viver.
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+2 #8 Florinda 2009-01-25 19:06 (continua)
Deixo o meu grande apreço ao saite que está espetacular, ao mesmo tempo que envio um grande abraço ao António Pinto Basto, dizendo-lhe que é muito bom ser sua admiradora,e se ele pensar em Estremoz sabe quem eu sou. Bem ajam pelo saite vão em frente.
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