| Uma tal Gisela, no Porto... |
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| Ao Vivo - 26.12.2007 | |
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Do muito pouco que vi, ouvi e sei, senti agradavelmente muito. Numa noite, acabados de actuar num sítio, Rolando Teixeira e André Teixeira, pai e filho à guitarra e à viola, levaram-me a um concurso de fado na cidade invicta.
Parque Nascente - Porto - 17/12/07 Numa das recentes passadas noites, acabados de actuar num sítio, Rolando Teixeira e André Teixeira, pai e filho à guitarra e à viola, levaram-me na peugada para um concurso de fado que teve lugar num dos bairros da cidade invicta. Tratava-se de uma sessão num clube recreativo, onde sem contar encontrei o meu prezado amigo Filomeno Silva, que na situação estava encarregue de apresentar os concorrentes. Enquanto tomei café e whisky, apreciei o breve concurso e logo vislumbrei quem iria ser a voz vencedora, uma jovem de 17/18 anos, com excelentes apresentação, pose e interpretação assaz aceitável. Para encerrar o evento, apresentou-se a título de convidada especial a vencedora do ano antecedente, uma tal Gisela, da qual em tempo oportuno tratarei de colocar aqui foto e nome completo. Vou descrevê-la.
Morena europeia, de um-metro-e-sessenta-e-pico, elegante, de cabelo, olhos e traje negros, de rosto enluarado a inspirar sonhos, muitos sonhos, entre os 20/22 anos. Logo que deu a voz aos primeiros versos do Ary, no «Meu Corpo», tive a sensação de que o «barco sem ter porto» já perpassara por alguns delicados naufrágios, «tempestades em mar-vivo», mas ali estava a flutuar magnífico, de vela irrompendo entre a espuma da guitarra e os ondulados da viola. |
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Comentários
O público, de início desconcertado com o contraste abismal entre a figura de menina e moça e a voz cheia, quente e imponente, cedo baixa os braços e deixa-se enlevar pelos cantos de amor, mágoa, alegria e saudade do seu reportório, presentes na condição lusitana e, afinal, em toda a tribo humana, o que explica o convite para actuar em Macau, durante o mês de Abril de 2007.
Em 2006, é vencedora do 1º prémio do XV concurso de fado amador “J. F. Lordelo do Ouro” e edita “Gisela João – O Meu Fado”, onde é acompanhada à guitarra portuguesa e viola.
Nas actuações, cada vez mais solicitadas e resultando até em residências periódicas, Gisela ergue-se nos ombros e vozes dos seus gigantes adorados, buscando a sua expressão original, a pureza de um canto que também se quer impuro, como as paixões que arrepiam a alma.
A voz de Gisela modela-se, cantando; faz o caminho, caminhando, sem outro guia que o entusiasmo que acalenta de, um dia, certamente bailando, lá chegar.
http://www.myspace.com/giselajoao
http://mariohenriques.do.sapo.pt/GiselaJoao.htm Citar
Gisela João - myspace (www.myspace.com/giselajoao) Citar
Ao ouvi-la e vê-la pela primeira - confirmo-o agora - não me enganei ou iludi no apreço com que captei a sua actuação. Afinal a Gisela, e praza que assim seja, é bem mais apreciada e conhecida do que em princípio presumi.
A citação que elaborei foi sincera, isenta e espontânea. O prezado Mário surgiu após a dimensionar devidamente o meu exíguo discurso. E assim, de tão bonito, até deslumbra.
Apoiemos a Gisela João porque deveras ela corresponde aos anseios de todos aqueles que gostam e se devotam ao Fado.
Cumprimentos - Torre da Guia Citar
Quanto a apanhar as canas, quem é que as apanha? Oh, são aqueles que não vêm à festa e sequer imaginando como ela é, não sabem o que hão-de fazer às canas que apanham…
Porto = TdG Citar
Meus Amigos o Fado merece credibilidade…e um Fadista não se foz de boas palavras, mas sim de muito trabalho , mas para isso tem que se nascer fadista…
Isto é como o chã que se toma , quando nascemos ..
Felicidades para a Gisela João…se for tão boa fadista como seu familiar, não sei, nao ..
Mas felicidades sobretudo para aqueles que não sendo familiares de ninguém são verdadeiramente fadistas. Citar