| Sonhar é fácil !... |
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| Crónicas - 01.02.2008 | |||
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Tão fácil, tão fácil que hoje em dia o sonho está previamente programado para afundar-se num deserto desolador. Sequer miragens, quando dá a sede, surgem no horizonte sem destino.
Extrapole-se sem receios a verdade como unguento espiritual regenerador, renove-se a vontade e trabalhe-se o presente para garantir um futuro aprazível à descendência que amamos. E sim, inclusive no que ao Fado concerne, por que se trata de uma elucubração cultural que identifica e padroniza a alma portuguesa. Constate-se que os milhares e milhares de emigrantes portugueses espalhados pelo mundo têm no Fado uma espécie de saudosa bengala que os ajuda nos caminhos da distância, confortando-os e aconchegando-os ao seio da pátria.
Para que bem se entenda minha opinião sobre o Fado e como considero em amplitude o seu desiderato, ao Ministério da Cultura, via Rádio Televisão Portuguesa, proporia a organização anual de um concurso nacional que na modalidade destacasse as seguintes tendências:
1 - Fado Castiço
Paradigma dos Óscares na América, seria uma pequena imagem do Zé-Povinho de Bordalo em ouro autêntico, galardão que se tornasse precioso e gerador de fama. Ora imagina-se em cada distrito e nas comunidades portuguesas o interesse e a azáfama que se desenvolveria com vista ao apuramento dos melhores intérpretes, compositores e executantes musicais que interviriam na etapa da consagração.
Seria lindo, pois então não seria? Estou a lembrar-me neste momento do conformado desabafo do Vasco Santana no filme: - Sonhar é fácil!...
António Torre da Guia
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