| Fados com "F" de filme |
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| Crónicas - 09.02.2008 | |
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Do exterior chega a cidade de Lisboa, apaixonante, humana e acolhedora
como sempre. Lisboa, porque aqui se trata de transmitir a história e a
alma da música lisboeta por excelência - o fado... Carlos Saura leva já vinte e cinco anos de cinema, explorando a alma da música. Sevilhanas, Flamenco, Tango ou Iberia são algumas das oito películas daquilo a que ele denomina de "exposição fílmica", criação cinematográfica em cenário único enriquecido com jogos de iluminação e alguma projecção exterior. Neste caso, do exterior chega a cidade de Lisboa, apaixonante, humana e acolhedora como sempre. Lisboa, porque aqui se trata de transmitir a história e a alma da música lisboeta por excelência - o fado, a arte poético-musical da saudade, da melancolia, da paixão e da vida. O filme apresenta grandes fadistas, como Carlos do Carmo, Camané ou Mariza, para citar apenas os mais conhecidos, mas também intérpretes de outras sonoridades como Caetano Veloso, Lila Downs ou Miguel Poveda, pois Fados pretende fazer percorrer a canção portuguesa por um hipotético trilho histórico, até chegar e "acomodar-se" no bairros lisboetas por volta de meados do séc. XIX. Por isso visita as sonoridades Africanas e Sul Americanas incluindo o Flamenco. O filme também pretende homenagear os fadistas clássicos como Maria Severa, Amália Rodrigues, Lucília do Carmo ou Alfredo Marceneiro. Tudo isto valeu a Saura algumas críticas por parte dos acérrimos defensores do fado mais tradicionalista, pois que, mesmo admitindo o induvidável valor do filme, a sua magnífica fotografia e os atraentes jogos de luz postos em cenas coreográficas, consideram "pecaminosa" a mistura do fado com outros estilos musicais; consideram diminuta e secundária a participação de Amália Rodrigues, consideram lamentável a ausência de outras glórias do mundo fadista bem como reprovável a recordação de Alfredo Marceneiro em forma de rap. Tudo isto não deixa de ser verdade, mas igualmente incompreensível pela maior parte dos espectadores, que por outro lado se deixam seduzir pela faceta mais saudosista e emocional do filme. O filme em último recurso, é um poderoso veículo que nos faz chegar esta maravilhosa canção artistico-existencial da alma lisboeta e do seu sentimento universal. Os fados "Casa de Fados", "Foi na travessa da palha", ainda que com nuances de samba e bossa nova - "Quadras", "Fado da Saudade", este último nomeado para melhor canção original no Prémios Goya, são antológicos. Em suma, Fados constitui-se um verdadeiro deleite para os olhos, os ouvidos, o coração e a sensibilidade. |
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Comentários
Li a sua crónica Fados Com "F" de Filme publicada no Portal do Fado em 9 do corrente, cujo conteudo e objectivo, não consegui entender, porque, e seguindo a ordem da sua crónica, decerto que não terá visto nenhuma alusão ao Fado nos filmes que refere de Carlos Saura, SEVILHANAS, FLAMENCO etc. Deste modo, não lhe parece lógico, que,se levante a questão, de no filme Fados, se "misturar" o Fado com outros estilos musicais, que nada têm a ver com ele ?
Aliás, a sua crónica, creio que contém alguma contradição, porque é mesmo o senhor que aborda, e que até admite e aceita, o desencanto que os amantes do Fado, sentem com a "mistura" que o Sr. Saura "engendrou", porque na sua crónica, diz claramente, que aceita ser verdade que a pecaminosa mistura do Fado, com outros estilos musicais, que a pouca participação da Grande Amália, que a ausência de glórias do Fado, e que a ligação de Alfredo Marceneiro ao rap, não agradou aos verdadeiros amantes do Fado, a todos aqueles que o vivem, que o sentem, que o estudam e que o investigam. É o senhor Prieto que o afirma no que escreveu. O senhor é bem claro e explicito, pelo que temos que concluir da sua crónica, que o senhor compreende a revolta das "gentes" do Fado.
Sobre o filme, meu caro senhor, e para não me alongar demasiado, dos muitos aspectos que poderiamos "discutir", vou apenas referir-me às declarações de Carlos do Carmo, num programa de televisão, no passado dia 8, em que mais uma vez afirma, tratar-se de um filme de autor, pelo que o Sr. Prieto, com a mesma lógica de raciocinio, que o levou a aceitar o desconforto dos que gostam de Fado, ( pelas razões que o senhor mesmo referiu ), também considerará que um filme de autor, não deveria ser pago, com dinheiros publicos, mas sim pelo autor, podendo assim o Sr. Saura dar satisfação aos seus "caprichos". Não concorda Sr. Prieto ?
Como explica, que depois de compreender, a revolta dos que respeitamos o Fado, diga no fim da sua crónica que o filme é um verdadeiro deleite, para os olhos, ouvidos, coração e sensibilidade ? Terá que concordar, que não dá a "bota" com a "perdigota", como dizemos por cá.
Deixo para si, os comentários à técnica cinematográfica , à fotografia, aos jogos de luz etc, que creio terem já sido enaltecidos, mas não é isso que nos interessa, porque como acérrimos defensores do Fado, o que condenamos e não aceitamos, é o "tratamento" que se deu ao NOSSO FADO. Isto é que é importante para nós. O que o senhor quase nos quer dizer, é que embora compreendendo, a "revolta" dos amantes do Fado, pouco interesse tem tal facto, uma vez que o filme foi bem feito, com boa fotografia etc etc…
Deixo-lhe, a terminar, os meus agradecimentos e felicitações, pela dedicação que tem ao Fado ( sei que é co-autor do livro El Fado-desde Lisboa a la vida ), por reconhecer o nosso desagrado, pela maneira tão negativa, quase insultuosa, como no filme o Fado foi "tratado", e ainda por ter escolhido o nosso "amarelo" carro eléctrico, para encabeçar a sua crónica, que como deve saber, se enquadra, na obra do grande aguarelista Real Bordalo, e que é também o "emblema" do meu blog, Lisboa no Guiness, cuja exclusividade… eu não reclamo… sempre que se trate de mostrar as "coisas" bonitas, da nossa linda Lisboa, que eu gostaria também de ver referida, como a cidade mais cantada do Mundo.
Sobre os prémios Goya, ficará para outra oportunidade.
Aceite as minhas saudações fadistas.
Vitor Duarte Marceneiro
PS. Aproveito ainda para lhe dar os parabéns pelo seu excelente "português escrito", e ainda para lhe aconselhar a ler o Jornal do seu país ELMUNDO.ES, mas trascrevo o artigo, leia com atenção.
MADRID.- La Academia de Cine ha retirada otro de los temas que aspiraban al Goya a la mejor canción original. Se trata de 'Happy happy Chueca', de la película 'Chuecatown' y que, explica la institución, "estaba cautelarmente en estudio".
Según una nota emitida por la Academia, "la comisión de música, después de estudiar la documentación aportada por la productora, ha determinado que esta canción no cumple los requisitos de las bases en este apartado por no haberse compuesto especialmente para la película 'Chuecatown'\".
De este modo, las nominaciones en el apartado de mejor canción original quedan de la siguiente manera: 'Circus honey Blues' de Víctor Reyes y Rodrigo Cortés ('Concursante'), 'Fado da saudade' de Fernando Pinto do Amaral y Carlos do Carmo ('Fados') 'La vida secreta de las pequeñas cosas' de David Broza y Jorge Drexler ('Cándida') y 'Pequeño paria' de Daniel Melingo ('El niño de Barro').
Ésta es la tercera canción que la Academia retira de las candidaturas. El pasado diciembre, la institución dejó fuera de la categoría 'Esa luz', de Luis Tosar, Piti Sanz, Santiago García de Leániz ('Mataharis') y 'Glommy Sunday', de Lucía Jiménez ('La caja Kovak\'), al detectarse que no cumplían "los requisitos establecidos en las bases". Citar
Pedi-lhe ainda que autorizasse, pois é publicada ao que penso, com o intuito de homenagear Lisboa.
Mas se futuro quizer utilizar algo do meu blog, em prol do Fado, está desde já autorizado, mas indique as fontes… é assim em Espanha também… penso eu
Vitor Duarte Marceneiro Citar
Este artigo, inicialmente continha a ilustrar uma imagem protegida por copyright. A escolha da imagem e a sua inclusão no artigo é também da responsabilidad e do Portal do Fado. Foi-nos alertado pelo Sr. Vítor Duarte Marceneiro que a referida imagem estava protegida por leis de copyright . Em consequência da "ilegalidade", a referida imagem foi excluída do artigo e substituída pela actual. Citar
Agradezco sus palabras de elogio hacia nuestra dedicación al Fado, con el libro "El fado, desde Lisboa a la vida".
La administarción del Portal do Fado ya ha aclarado que la traducción de mi artículo al portugués es suya, lo que les agradezco mucho. Ojalá yo supiese escribir así el precioso idioma de ustedes. Lamentablemnent e sólo me manejo en un escaso "portunhol" falado e muito escasso escrito.
Estoy de acuerdo con usted en los comentarios que hace sobre la película de Saura y comprendo y participo en los puntos de vista de los amantes del fado tradicional. Pero no dejo de entender que - según mi parecer - la mayor parte de los espectadores españoles del film "Fados" se han acercado mucho más al fado después de haber visto y oído la película. Y además supongo que muchos de ellos sabrán distinguir lo que es fado de lo que es mezcla, de lo que son mornas o modinhas, etc.
Un cordial saludo.
Ángel Gª Prieto. Citar
NUNCA EXISTIU ,QUE É UMA LENDA QUE CÁ FICOU DO TEMPO DOS MOUROS, MAS AINDA CONTINUA A POR RESPEITO AQUELES ARTISTAS FEITOS Á PRESSÃO.
MAS ALFREDO EXISTIU POIS ,QUEREM-SE FAZER DONOS DO QUE ELE FEZ NÃO É LENDA,NEM É HISTORIA,FOI VERDADE ESTE HOMEM EXISTIU MESMO.
Á TIO ALFREDO,TIO ALFREDO
A FALTA QUE VOÇÊ FAZ AQUI
PARA REVELAR O ENGANO
NADA DISTO ERA SEGREDO
NEM O FADO ANDAVA ASSIM
A TENTAR MUDAR DE DONO.
JÁ QUIZ SER BRASILEIRO
SONHOU EM SER ESPANHOL
QUE MAL A GENTE LHE FEZ
FAZ VIDA NO ESTRANGEIRO
AQUI SÓ EM ÊPOCA DE SOL
ODEIA SER PORTUGUES. Citar