| Alain Oulman |
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Músicos e Compositores -
Actualizado em Janeiro 27, 2011 | |
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Era um apaixonado pelos livros, pela música e por Amália. Foi apresentado a Amália, em 1962, por Luís de Macedo, diplomata em Paris, durante umas férias na Praia do Lisandro, perto da Ericeira. Oulman mostrou a Amália uma música que tinha composto ao piano, sobre o poema "Vagamundo" de Luís de Macedo.
O álbum "Busto", editado em 1962, marcou o início de colaboração de Alain Oulman com Amália. Foi ele quem levou os poetas portugueses, como Luís de Camões, David Mourão-Ferreira, Alexandre O'Neill ou Manuel Alegre, para dentro de casa de Amália. Alain Oulman é também considerado o principal responsável por uma profunda alteração na música que a acompanhava.
Oulman, pessoa de esquerda, é perseguido e preso pela PIDE. Amália tudo fez para o apoiar aquando da sua prisão. É deportado para França. "A sua activa solidariedade com a luta antifascista portuguesa levou-o a ser preso pela PIDE, sendo expulso de Portugal e fixando-se definitivamente em Paris", lê-se no 'site' oficial do Partido Comunista Português.
Oulman escreveu a música para "Meu Amor é Marinheiro", com base em "A Trova do Amor Lusíada", que Manuel Alegre escreveu quando esteve preso em Caxias.
No disco "Com Que Voz", gravado em 1969 mas editado no ano seguinte, Amália canta nomes como Cecília Meireles, Alexandre O'Neill, David Mourão-Ferreira, Manuel Alegre, Camões, Ary dos Santos e Pedro Homem de Mello.
O disco receberá o IX Prémio da Crítica Discográfica Italiana (1971), o Grande Prémio da Cidade de Paris e o Grande Prémio do Disco de Paris (1975).
Após o 25 de Abril de 1974, Alain Oulman fez parte da minoria que defendeu Amália, quando esta foi acusada de estar ligada ao anterior regime, escrevendo cartas para os jornais "República" e "O Século". Alain Oulman morreu, na cidade de Paris, a 29 de Março de 1990, quando contava 61 anos de idade. |









Comentários
O Oulman merece uma estátua, maior do que a do Eusébio, um filme, muitas homenagens.
E nós precisamos de um novo Oulman. Citar
Considerando o enorme contributo que prestou à cultura portuguesa, julgo que merecia uma homenagem póstuma, talvez na forma de uma condecoração Presidencial no 10 de Junho. Citar
Esta informação devia passar para o público em geral, pois a maior parte não conhece o génio que nos ajudou a caminhar para a grandiosa obra sobre o fado "Património Mundial".
A homenagem póstuma é o minímo que se pode fazer por este grandioso homem. Citar