Detectámos que tem um bloquedor de publicidade ligado.
Apoie o Portal do Fado e desactive o seu bloqueador neste site.
Obrigado.
EnglishPortuguês
Notícias - Março 09, 2007
liliana
Fadista Liliana Apaixonada pelo teatro

Lil
iana, que começou a cantar "a sério", como fez questão de referir em entrevista à Rádio Mar e ao Póvoa Semanário, apaixonou-se pelo fado quando ainda andava na escola, na Póvoa de Varzim, quando lhe deram uma oportunidade para mostrar aquilo que mais gostava de fazer. Reconhece que esta "paixão não é fácil, sobretudo para os jovens que, normalmente, se sentem atraídos para outros géneros musicais". Mas Liliana descobriu no fado "as raízes do nosso país" e ficou a perceber porque é que outras gerações gostam tanto deste tipo de música. Nessa altura, lembrou, conseguiu "fazer com que os colegas percebessem o que é o fado". Chegou a fazer várias actuações na escola e seguiu depois para o Conservatório de Música do Porto.

Quando terminou o conservatório sentiu-se "triste porque não tinha saídas profissionais", a não ser dar aulas de música, mas isso era algo que não pretendia de forma nenhuma. "Sonhava ser intérprete na área clássica", mas, reconhece, "em Portugal a Cultura está muito em baixo". Então, optou por "uma carreira a solo no fado". Depois de ter batido a várias portas que não se abriram, Liliana decidiu viajar para a Alemanha. "Tinha as viagem marcada e tudo pronto, quando se deu o 11 de Setembro" e a mãe pediu-lhe para não partir. "Ia arriscar no estrangeiro, mas, entretanto, Filipe Lá Féria abriu um casting para o Amália, no Porto, e acabou por ser seleccionada. Aí, disse, "abriu-se uma janela".

E foi precisamente essa experiência que não esqueceu mais. Foi nessa altura que vivi "momentos de grande felicidade". Quando estava em palco consegui "a minha tábua sólida". "Adquiri experiência e à vontade". Depois de estar no Porto com esta representação, Liliana viajou até Lisboa e continuou a trabalhar com Lá Féria cerca de dois anos. Passou também pelo teatro de revista, algo que gostou muito de fazer. É aí "que sentimos que há troca de emoções, somos mais nós".

Sobre a experiência de viver na capital, a fadista reconheceu que a adaptação "não foi fácil. As pessoas são muito diferentes, mas tive colegas excelentes e, muitos deles, ainda os guardo no coração", disse. Além disso, reconheceu, "o meio artístico é muito cruel".

Depois de ter feito um trabalho discográfico com produção de Carlos Alberto Moniz, Liliana prepara um novo trabalho. Em relação às actuações, as propostas têm surgido do estrangeiro, mas nessas alturas, frisou, sente muitas saudades da "comida e da água". Mas, é bem verdade que o "carinho e o amor" que recebe "compensa tudo". Quando actua lá fora, sobretudo para a comunidade portuguesa no estrangeiro, sente que, hoje, os "nossos emigrantes são mais exigentes" por isso, os artistas "têm que inovar".

O futuro? Liliana, que admira o trabalho de Amália, na década de 50, e Carlos do Carmo, continua a preparar um novo trabalho discográfico e tem agendados espectáculos no estrangeiro. Em relação a Portugal, "a agenda esta parada porque as Câmaras queixam-se que não têm dinheiro. Só no Verão surgem alguns convites".

In Póvoa Semanário - Carlos Pereira

Redes Sociais

       

Newsletter

Subscreva a nossa Newsletter.

Portal do Fado


©2006-2018 Todos os direitos reservados.