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Afinal o que vês em mim?

Cristina Branco
Abre a gaveta, e sem querer
Tropeça nos pés de uma carta esquecida
Em que lê, afinal o que é que vês em mim?
À ingrata pergunta
Nem sabe bem se deu resposta concreta
Isso hoje pouco importa
Não vale a pena resgatar… letra morta

Dentro da carta, além da pergunta
Um espelho e fotografias de alguém que sorri
Afinal o que é que vês em mim?
Constante, a pergunta ainda espera resposta
No verso da carta de esperar não se farta
É para si razão de vida

Foi há quantos anos?
Nem dedos tem para o contar
Deste acaso, há que apurar
Porque se dá e ao que vem

Fecha a gaveta, ausenta-se e atenta
Às fotos e ao espelho;
E de olhos nos olhos, lê:
Afinal o que é que vês em mim?

À data, a pergunta de novo se apresenta
Como ferida aberta
Não pode não doer, não pode curar-se

Foi há tantos anos, é difícil aceitar
Esquece o tempo, faz por encerrar
Um passado avesso a passar

A resposta é perguntar:
Afinal, e tu... sim, em mim o que é que vias?

Abre a gaveta
Arruma o espelho, as fotos e a carta
Em que um dia alguém perguntou
Afinal o que é que vês em mim?
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