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Quinteto Lisboa quer «dar uma alma nova ao fado»

Arquivo - Agosto 23, 2012
O Quinteto Lisboa é um novo grupo de música portuguesa que se dará a conhecer no dia 7 de setembro, no Grande Auditório da Culturgest, na capital portuguesa, e pretende "dar uma alma nova ao fado".

O grupo integra as vozes de Hélder Moutinho e María Berasarte, os músicos João Gil, José Peixoto e Fernando Júdice, e afirma que tem "por base o mesmo tipo de registo criativo que deu origem aos projetos musicais nascidos na década de 1980", citando os "pioneiros" Madredeus e Ala dos Namorados, no comunicado enviado à agência Lusa.

"Tal como então, trata-se de dar uma alma nova ao fado, levando compositores e intérpretes a encontrar o melhor da canção de Portugal", afirma o quinteto.

A estreia do Quinteto Lisboa marca "um novo género musical que surge de uma grande vontade de ser português", lê-se no mesmo comunicado.

"O Quinteto Lisboa é um projeto que surge a partir da cumplicidade de vários anos entre a dupla de compositores João Monge (letrista) e João Gil (músico e guitarrista), ambos fundadores da Ala dos Namorados, e de dois dos músicos que fizeram parte da segunda formação dos Madredeus, José Peixoto (guitarrista) e Fernando Júdice (baixista)".

A interpretação vocal está a cargo do fadista Hélder Moutinho, nascido em Oeiras, e da espanhola María Berasarte, natural da cidade basca de San Sebastián.

Hélder Moutinho, também poeta, começou a afirmar-se como fadista na década de 1990 e, além de ter já pisado vários palcos, nomeadamente o Lincoln Centre em Nova Iorque, conta com três discos editados entre os quais "Luz de Lisboa", distinguido com o Prémio Amália Rodrigues.

María Berasarte estreou-se discograficamente em 2009 com um álbum de fados tradicionais com letras novas de Tiago Torres da Silva, "Todas Las Horas Son Viejas", com produção e direção musical de José Peixoto.

João Monge e João Gil, que criaram canções para os Trovante, Ala dos Namorados, Filarmónica Gil e Rio Grande, entre outros, "sentiram uma grande necessidade de criar algo que marcasse o 'movimento' para aquela que pressentem vir a ser a 'nova Música Urbana Portuguesa' (MUP)", lê-se no mesmo texto.Lusa


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Comentários
#1 jonas 2012-08-23 09:49 Fazer fado sem Guitarra Portuguesa é como fazer Vinho do Porto com uvas alentejanas! No minimo rídiculo! Citação
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