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Paulo de Carvalho - Duetos

Records - Dezembro 06, 2017
Universal Music / 2017
No assinalar de mais de meio século de canções, Paulo de Carvalho é produzido pelo filho - Agir - num trabalho que conta com os nomes de diversas gerações da música portuguesa como convidados.

Desde os tempos dos Sheiks, então com 15 anos (em 1962), a bateria a seus pés e o Café Vává da Avenida de Roma como ponto de tertúlias, Manuel Paulo de Carvalho foi-se afirmando como um dos nomes maiores da música pop-rock feita em Portugal, com passagens pelos grupos Thilo"s Combo e Fluido antes de, em 1969, ter iniciado a carreira a solo que viria a confirmá-lo como uma das vozes mais polivalentes que pode - e sabe - cantar tudo (do Funky ao Fado).

Agora, com 70 anos de idade e 55 anos pós-Sheiks, Paulo de Carvalho aceitou o desafio de ser produzido por Agir (o filho "estupidamente teimoso... e ainda bem", como diz) para reunir, em "Duetos", "muitos anos de canções" com outros tantos convidados. Convidados que, para além dos filhos (Mafalda Sachetti e Agir) são um luxo que passa por Carlos do Carmo, Camané, Raquel Tavares, Marisa Liz, Rui Veloso, Ivan Lins, Tozé Brito, Diogo Piçarra, Tatanka, Miguel Araújo, António Zambujo, Áurea, Rita Guerra, José Cid ou o angolano Matias Damásio.

Com mais de trezentas composições assinadas (e interpretadas também por vozes dos mais diversos quadrantes musicais) Paulo de Carvalho sempre foi um homem fora do baralho do instituído, do politicamente correcto e fiel à suas convicções (que foram da composição do hino do PSD ao apoio ao PCP em diversas ocasiões).

Esta reedição de “Duetos” vem acompanhada de um segundo CD que reúne as gravações originais de outros duetos que Paulo de Carvalho foi fazendo ao longo do seu percurso, tendo estas gravações sido remasterizadas por Fernando Abrantes. Podemos, assim, ouvir Paulo de Carvalho ao lado de Carlos do Carmo em “Coração Vagabundo” (original de 1987), com Dulce Pontes em “Pomba Branca” (de 1994), com Ivan Lins no tema “O Fado” (de 1999), a cantar ao lado de Mariza em “O Meu Mundo Inteiro” (de 2008), entre outros.

"Duetos" tem todas as pérolas, com novas roupagens, que fizeram a carreira de Paulo de Carvalho a solo (facto acontecido em 1969 com um álbum homónimo) e que vão de "Flor Sem Tempo" a "E Depois do Adeus", na ordem cronológica do CD, dois dos temas que levou à Eurovisão, o último dos quais foi a "senha" do Movimento dos Capitães que levou à Alvorada do 25 de Abril de 1974. Duetos" é, em suma, olhar o futuro de quem vê os 55 anos de carreira como "um tempo muito bom".


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