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Raquel Tavares encantou o Coliseu em noite onde o fado foi protagonista

Concertos - Novembro 04, 2018
A sala do Coliseu dos Recreios silenciou-se muitas vezes para escutar Raquel Tavares na noite de 3 de novembro.

Ouviram-se uns “puuuuxa”, “ai fadista” e “és liiiiiinda” sempre que as notas se prolongaram num concerto que teve a acrreira da própria fadista como fio condutor. De onde veio até onde está. De fadista tradicional à cantora de Lisboa.

“Boa noite Lisboa. Boa noite. Boa noite. Tão bom… Boa noite! [boa noite]. Quem me conhece (…) sabe que não sou de frases feitas, não tenho discursos ensaiados (…). A emoção é imensa, é muito difícil estar mais emocionada. Esta é sala da minha vida (…), é a sala de estar de Lisboa! Além disso, é da minha cidade, da minha gente (…)”

Abriu com “Deste-me um Beijo e Vivi”, seguiu com o clássico “Sombras da Madrugada” e mostrou que canta fado corrido em todos os tons, com qualquer verso e em qualquer lugar com o “Minha Mãe”. “Gostar de Quem Gosta de Nós” e “Não me Esperes de Volta” foram os temas seguintes antes de o popular “Limão, Verde Limão” que teve um momento de Raquel com baquetas na bateria de Fred Ferreira.

O último fado tradicional “No Meu Corpo” na homenagem de sempre a Beatriz da Conceição – de quem herdou o xaile – fez a transição para uma segunda parte do concerto com a Orquestra Sinfonieta de Lisboa, não sem antes fazer uma referência à “querida tia Senhora Dona Maria da Fé” – “Quando Eu Preciso de Sentir o Fado”- e uma guitarrada com André Dias na guitarra portuguesa, Bernardo Viana na viola de fado e Daniel Pinto no baixo.

Já sob a batuta do Maestro Vasco Azevedo (com a Sinfonieta de Lisboa) percorreu temas de Roberto Carlos: “Como é Grande o Meu Amor Por Você”, “Distância”, “Debaixo dos Caracóis (dos teus cabelos)”, “Fera Ferida” e “Não Se Esqueça de Mim”. Em versão fado, apenas com o trio de guitarras fez-se à “Cavalgada” e a orquestra regressou para “Detalhes” e “Emoções”.

“Muito obrigada [atira beijos], obrigada, obrigada [atira beijos]. Minhas senhoras e meus senhores está a chegar o momento de nos despedirmos. Tudo o que é bom tem um fim (…).” Terminou com a energia e alegria de “O Meu Amor de longe” cujo refrão foi cantado pela plateia e até o maestro Vasco Azevedo revelou a voz.
C&H


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