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Sara Correia arrebata o CCB e anuncia novo disco

Concertos - Maio 29, 2023
No primeiro dos concertos que encerram o ciclo “Do Coração”, a fadista estreou temas novos e anunciou o novo álbum “Liberdade” perante uma plateia que várias vezes a ovacionou de pé.

Centro Cultural de Belém | Lisboa | 27.05.2023

No passado sábado, 27 de maio, Sara Correia subiu ao palco do Grande Auditório do CCB, onde se estreou em nome próprio, para um concerto que já se encontrava esgotado há um mês. Em fecho de ciclo de “Do Coração”, Sara Correia recordou as grandes vitórias do álbum que foi nomeado para o Grammy Latino, vencedor do prémio PLAY para Melhor Álbum de Fado, mas e sobretudo, o disco que a catapultou para palcos nos quatro cantos do Mundo.

No Grande Auditório do CCB, os músicos alinharam numa meia-lua: nas teclas (Marco Pombinho), na viola de fado e na direção artística (Diogo Clemente), no trompete (Diogo Duque), no baixo Frederico Gato, no violoncelo (Sandra Martins), na guitarra portuguesa (Ângelo Freire) e na bateria e percussões (Joel Silva).

As luzes do palco acendem-se e sobe a expectativa na sala. Entram, um a um, os músicos e sentam-se no escuro. Soam as primeiras notas de “Alfama” e Sara Correia entra em palco envolvida numa salva de palmas, tal é a devoção do público ao seu Fado. O que se segue é uma celebração de “Do Coração”, com “Antes que Digas Adeus”, “Não Se Demore”, “Se O Mundo Dá Tantas Voltas” e “Tu Ganhas Sempre”. Mas antes de cantar “Porquê do Fado”, um original de Carolina Deslandes, Sara Correia faz a merecida homenagem à autora em palco antes de entregar a sua voz e paixão a um Fado que todos conquista.

Sensivelmente a meio do concerto, Sara Correia estreia um dos temas que integrará o seu próximo longa duração. Também em homenagem aos avós, presentes na sala, ouve-se uma extraordinária versão de “Balada de Outono” de Zeca Afonso. Seguem-se interpretações notáveis e intensas de “Fado Português”, “Pórtico”, “Lisboa e o Tejo”, “Sou a Casa” e “Eu Quero”, pontuadas por várias ovações de pé. Mas nem só de tradição vive o Fado, a inovação bate à porta com a entrada de Stereossauro para “O Mundo Há-de Ser Mais”.

“Quero é Viver”, o original de António Variações que Sara Correia interpretou para o genérico da novela com o mesmo nome é cantado com toda a força entre a fadista e o público. O belíssimo “Pechincha” abre caminho para a revelação da noite: o tema-título do terceiro disco de originais, o Fado cravo, “Liberdade”.

Depois de um concerto intenso e verdadeiramente arrebatador, toda a sala se levanta para ovacionar aquela que é uma das mais notáveis intérpretes atuais do Fado e dona de uma voz ímpar, Sara Correia.


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