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O Sebastianismo e o Fado

Arquivo - Novembro 27, 2006
Toda a poesia – e a canção é uma poesia ajudada – reflecte o que a alma não tem. Por isso a canção dos povos tristes é alegre e a canção dos povos alegres é triste.

O fado, porém, não é alegre nem triste. É um episódio de intervalo. Formou-o a alma portuguesa quando não existia e desejava tudo sem ter força para o desejar.

As almas fortes atribuem tudo ao Destino; só os fracos confiam na vontade própria, porque ela não existe.

O fado é o cansaço da alma forte, o olhar de desprezo de Portugal ao Deus em que creu e também o abandonou.

No fado os Deuses regressam legítimos e longínquos. É esse o segundo sentido da figura de El-Rei D. Sebastião." - Fernado Pessoa


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Comentários
#1 Francisco Pessoa 2009-03-01 12:36 Quem melhor do que Fernando Pessoa defeniu o verdadeiro sentido da palavra incomum ?saudade?. Creio que, salvo melhor opinião, é uma palavra que não existe em mais nenhuma língua do mundo. Não é ?nostalgia? como os nossos vizinhos espanhóis definem. Mas também a podemos definir como :
?Todo o cais é uma saudade de pedra,
Onde se encosta o barco da ilusão!
Onde se amarram sonhos e quimeras,
Onde se contempla o sol-posto de verão.

Francisco Pessoa
Citação
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